segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Poema: Grave, Gravinnho, Gravão

Grave, Gravinnho, Gravão!
Não sei que porra é essa de pancadão
Todo mundo com vinte 
e pouco curte de montão
Se estavam mudos agora são surdos então
Grave, Gravinnho, Gravão!


Grave, Gravinnho, Gravão!
É o que vejo a juventude fazer hoje em dia
Se chapar ao som de putaria ou melancolia
Achar que o mundo deve tudo a eles
E que com ele não tem nenhuma divída
Acham que sua idéias são próprias
Tentando fazer rima, sem saber 
verso ou prosa
Grave, Gravinnho, Gravão!

Grave, Gravinnho, Gravão!
É som que sai daquele carrão
Do playboy vestido com grife de marca
Aquele que nada na vida o atormenta
Dentro de uma "beca" estilo anos noventa
Sua "mina" usando óculos 
grosso estilo anos oitenta
Achando que vai fazer 
uma revolução tipo anos sessenta
Grave, Gravinnho, Gravão!

Grave, Gravinnho, Gravão!
Já falei demais sobre essa obsessão
Que não entendo o que tem de diversão
Ficar chapado ao som do batidão
Sem respeitar ninguém em sua direção
Achar que tudo é uma competição
Sei ao menos se dar uma endagação
Apenas rebolando sem nexo até chão
No som do Grave, Gravinnho, Gravão!

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